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segunda-feira, 7 de março de 2011

A MULHER BRASILEIRA



Créditos da Foto


Olá caríssimas(os) amigas(os)! Então, eu pesquisei bastante antes de postar algo sobre as mulheres, e como homenagem ao dia internacional das mulheres, descobri essa estupenda escritora brasileira, Julia Lopes de Almeida! Ela foi uma mulher ousada para época! Nascida Julia Valentina da Silveira Lopes de Almeida, em 24 de setembro de 1.862 no Rio de Janeiro, viveu a infancia em Campinas_SP e desde cedo já demonstrava o dom pela literatura. Foi excluída da Academia Brasileira de Letras por ser do sexo feminino. 
Teve várias obras e dentre elas um livro de crônicas chamado "O Livro das Donas e Donzelas", de onde tirei esse texto! No texto , a visão de Júlia é de que a mulher brasileira tem sentimentos, vontades e é dona de si. Acho que, na verdade, ela expôs a mulher brasileira Júlia que sentia e falava, se expressava e demonstrava o que pensava, e expôs os desejos e sentimentos de todas as mulheres da época, as quais, não tinham como se fazer entender. De alguma forma, ela se antecipou ao tempo, e se nós olharmos em volta, ainda existem muitas mulheres, muitas situações semelhantes a que Juliz descreveu.
Júlia era avançada e tinha idéias polêmicas para época! Um espírito evoluído! Escrevia o que pensava e sentia. Eu, sinceramente não tive o prazer de ler uma obra sua, mas agora fiquei deveras curiosa por conhecer essa mulher que ousou escrever, numa época em que a sociedade era totalmente machista.  Essa é minha homenagem, adiantada a todas nós mulheres brasileiras, pois, todos os dias são consagrados à nós! Fiquem com a Júlia!
Créditos da foto




A MULHER BRASILEIRA 


O europeu tem a respeito da mulher brasileira uma noção falsíssima. Para ele nós só nascemos para o amor e a idolatria dos homens, sendo para tudo mais o protótipo da nulidade. Dir-se-ia que a existência para nós  desliza como um rio de rosas sem espinhos e que recebemos do céu o dom escultural da formosura, que impõe a adoração... Nem uma nem outra coisa. Nem a mulher brasileira é bonita, se não nos  curtos anos da primeira mocidade, nem tão pouco a sociedade lhe alcatifa a vida de facilidades. Ela é exatamente digna de observação elogiosa pelo seu caráter independente, pela presteza com que se submete aos sacrifícios, a bem dos seus, e pela sua virtude. A brasileira não se contenta com o ser amada: ama; não se resigna a  ser inútil: age, vibrando à felicidade ou à dor, sem ofender os tristes com a sua alegria  e sabendo subjugar o sofrimento. Parecerá por isso indiferente ou sossegada, a quem  não a conhecer senão pelas  exterioridades. Mas não tivesse ela capacidade para a  luta e ainda as portas das academias não se lhe teriam aberto, nem teria conseguido  lecionar em colégios superiores. A esses lugares de responsabilidade ninguém vai por 
fantasia nem chega sem sacrifícios e coragem. Apesar da antipatia do homem pela  mulher intelectual, que ele agride e ridiculariza, a brasileira de hoje procura enriquecer  a sua inteligência freqüentando cursos que lhe ilustrem o espírito e lhe proporcionem um escudo para a vida, tão sujeita a mutabilidades.... 
(...)
Se uma mulher brasileira, (se há excepções? há-as de certo!) cai de uma  posição ornamental em outra humilde, é de rosto descoberto que dia procura  trabalho então vai ser costureira, mestra, tipógrafa, telegrafista, aia, qualquer coisa,  conforme a educação recebida, ou o ambiente em que vive...  
Nessas ações, não há simplicidade, —  há estoicismo e uma compreensão  perfeita da vida moderna: que é a guerra das competências. A brasileira vive ociosa; é uma frase injusta e que anda a correr mundo, infelizmente sem protesto. Porque?  Toda a gente sabe que no Brasil só não amamenta os filhos a mulher 
doente, aquela que não tem leite ou que o sabe prejudicial em vez de benéfico! Ricas ou pobres, as mães só tem uma aspiração: — aleitar, criar os seus filhos! Este exemplo devia ser citado,  porque, à proporção que esta virtude se acentua entre nós, parece que nos países mais civilizados vai se tornando escassa! 
A mulher brasileira ama com mais intensidade, talvez; dedica-se toda, sem medo de estragar a sua beleza, às comoções da vida. Aí vemos as pobres mulheres dos soldados, seguindo-os à guerra, acompanhando-os nas batalhas, matando quem os fere, ferindo quem os ameaça, erguendo-lhes das mãos moribundas a 
espingarda com que os vingam! Estas energias não são filhas do acaso, vêm-nos da mistura de sangues 
com que fomos geradas, vêm-nos desta natureza portentosa e que por toda a parte nos ensina que a vida é uma grande fonte que não deve secar inutilmente! 
Nos países tropicais a precocidade é tamanha que a existência da menina passa como um sopro e começam bem cedo as responsabilidades da mulher. (---) Nós, as brasileiras, perdemo-nos pelo excesso de sentimento. Ainda não aprendemos a dominar o nosso coração, que se dá em demasia, sem colher por isso 
grandes resultados... O europeu, tratado com rigor pela mãe, não tem por ela menos respeito 
(talvez tenha mais!) nem menos carinhos  que os nossos filhos têm por nós... que nos desfazemos por eles em sacrifícios  e ternuras!  
Há muito quem afirme que no Brasil a mulher domina como soberana; e já  um escritor português disse  dela, relatando as suas observações em um livro de viagem: 
"... A mulher deve ser, entre esta raça, superior a todas as coisas. Vê-la  passar na rua e compreender a comoção  que ela causa é ter reconhecido todo o  alcance do seu prestígio. Inspira devoção, tem um culto. Não é mulher companheira  do homem, sua irmã de trabalhos e de penas; é a mulher ídolo, a mulher sacrário. 
(..)Será ela quem predomine e da sua boa ou má influência dependerá, talvez, o destino histórico desta nacionalidade."
(...)

E para vocês, Mulheres:
Crédito da Foto



domingo, 30 de janeiro de 2011

FALA MULHER !!

Foto tirada daqui

Olá pessoal! Como última postagem do mês, resolvi publicar algo sobre as mulheres, seres tão fantásticos e enigmáticos, que são motivos de estudos, de tão interessantes! Essa semana, eu me coloquei a observar as atitudes das mulheres em algumas situações, na rua, metrô, ônibus, etc.. E o que mais chama atenção, pelo menos para mim, mulher que observa e toma alguns exemplos do que "fazer e não fazer", foi a fala ! 
Nós falamos muito, demais até. Eu admito que falamos além da conta e nem sempre é aconselhável. Mas também acho que isso é algo maravilhoso! 
Minha última "observação" foi de um casal jovem, discutindo muito, mas a mulher falava e falava, e para ele sobrava a palavra: "_ Eu sei...,  _ Mas..."   Até que ele parou e disse: "_ Olha, eu já admiti que errei, menti prá você, e pronto!! Você já sabe de toda a verdade, então para de bater na mesma tecla, pára de repetir tudo, desde ontem você tá falando e falando!!! " 
Ele falou isso na frente de todos na rua, eu pensei: "Ihhh o negócio vai ficar feio.." 
Aí, ela( pequenininha) simplesmente virou-se junto com ele e continuou a falar e falar como se ele não tivesse dito nada..como se ela não tivesse ouvido o que o homem falou....foi incrível !!!( rsrsr)

Então, veja o que dizem as pesquisas e um trecho do livro  Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor de Alan e Barbara Pease.  

POR QUE AS MULHERES FALAM TANTO?

No cérebro da mulher, a fala tem duas áreas específicas: a principal fica localizada na parte frontal do hemisfério esquerdo e a outra, menor, no hemisfério direito. O fato de terem os centros de fala em ambos os lados do cérebro torna as mulheres boas de conversa. Elas falam muito e gostam. E como a fala é restrita a áreas específicas, o cérebro fica livre para executar outras tarefas, permitindo que façam várias coisas ao mesmo tempo. (---)
A região do cérebro específica para a fala é que faz com que as meninas aprendam outros idiomas com mais rapidez e facilidade que os meninos e explica também sua superioridade em gramática, pontuação e ortografia. Em 25 anos de seminários em vários países, poucas vezes tivemos a tradução simultânea de nossas palestras feita por homens - geralmente foram mulheres. Pesquisa realizada no Reino Unido em 1998 confirmou a predominância feminina em matérias em que é exigida sólida capacidade verbal. O número de professoras de línguas e artes cênicas é de longe superior ao de professores.

A mulher fala demais, o homem fala de menos


Inicialmente seria interessante refletir sobre os padrões que a sociedade brasileira nos impõe quanto ao que seria falar muito ou pouco. Um estudo realizado nos Estados Unidos afirmou que a mulher fala 20 mil palavras por dia, enquanto o homem só fala 7 mil. Outro estudo disse que as mulheres pronunciam por volta de 16.215 palavras por dia e os homens 15.669. Ou seja, uma diferença de 546 palavras.Seria relativo explicar o motivo que leva as mulheres a falar muito. Até porque não são todas as mulheres. (...) Os  homens apresentam, por diversas vezes, essa característica de falar menos devido à praticidade com que resolvem situações do cotidiano. E qual é a mulher que gosta de ser tão prática no quesito diálogo? A mulher se comporta de forma a valorizar detalhes, é minuciosa naquilo que descreve e convincente sobre o que acredita. Portanto, tal questionamento parece estar voltado para o valor que a mulher dá à fala, talvez soando como esse oposto entre mulheres e homens. Sobre ser cultural tal comportamento, não precisamos ir muito longe ao lembrar que existem países em que mulheres não têm tanta liberdade de expressar o que pensam e sentem. Sobre ser emocional ou biológico, acredito ser um comportamento aprendido. Pois em contextos onde, por exemplo, os pais são tímidos, reservados e não se expressam, pode ser um grande diferencial para o desenvolvimento da criança. Já 
em um relacionamento amoroso, penso que o conflito ocorra a partir da valorização que um dá à fala do outro, não respeitando muitas vezes a forma como cada um se coloca. Muitas vezes, não é o momento de se discutir nada e insistentemente parecem querer discutir. (...) Talvez seja esse o motivo pelo qual os homens reclamam tanto das mulheres. O tão conhecido termo DR (discussão de relacionamento) é mais um exemplo da insistência das mulheres em sempre querer falar sobre algo que aconteceu no dia a dia e que as deixou insatisfeitas.


As consequências positivas de falar muito apareceriam no direito que todos temos de expressar o que pensamos e sentimos, até porque é um evento privado, a que o outro só tem acesso se quisermos que ele tenha. Já as consequências negativas estariam relacionadas à inadequação de nossa fala, ao não discernirmos o que de fato é necessário ser dito ou não.
Rachel Gonzaga Machado é psicóloga
                                                              
Texto extraído do site: http://www.ibcb.org   

Essa e mais tirinhas veja aqui


E agora,  desta mulher que adora falar e escrever muito, desejo a todos(as) que tenham um :  




 

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